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Low-code e desenvolvimento de software: oportunidades e limites para empresas

Rei KazunariPor Rei Kazunari24 de agosto de 2026Nenhum comentário4 Mins de leitura
Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira
Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira
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Muitas empresas hoje precisam lançar um sistema novo e esbarram no mesmo obstáculo: não há desenvolvedor disponível para tocar o projeto no prazo que o negócio exige. Diante dessa escassez, plataformas de baixo código deixaram de ser recurso pontual e passaram a responder por uma fatia crescente das aplicações corporativas construídas nos últimos anos.

Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, diretor de tecnologia, aponta que essa mudança não elimina a programação tradicional, apenas redistribui onde ela é aplicada. Enquanto tarefas repetitivas migram para interfaces visuais, a engenharia mais complexa segue exigindo código escrito à mão. Entender essa divisão é o que separa uma adoção estratégica de uma aposta apressada.

Onde o low-code acelera a entrega de sistemas?

Automações internas, painéis de gestão e aplicativos departamentais são os casos em que o baixo código mais entrega valor. Componentes prontos e fluxos visuais reduzem o tempo entre a ideia e o sistema em produção, algo que antes dependia de meses de desenvolvimento tradicional. Um controle de estoque ou um formulário de aprovação interna, por exemplo, sai do papel em semanas, não em trimestres.

Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, especialista em tecnologia, software e inteligência artificial, destaca que esse ganho de velocidade também alivia o backlog de TI, já que equipes de negócio passam a resolver demandas simples sem esperar na fila de projetos. Isso libera os times técnicos para dedicar energia a problemas de maior complexidade, em vez de consumir horas com telas e cadastros repetitivos.

Os limites técnicos que o baixo código ainda enfrenta

Nem todo projeto cabe numa plataforma visual. Sistemas com alto volume de transações, regras de negócio muito específicas ou integrações profundas com infraestrutura legada costumam esbarrar em restrições de personalização, já que o low-code trabalha sobre modelos pré-construídos.

Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira
Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira

Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira avalia que a dependência do fornecedor da plataforma é outro ponto de atenção: migrar um sistema crítico construído em baixo código para outro ambiente costuma ser mais trabalhoso do que migrar código tradicional. Por isso, aplicações de missão crítica ainda pedem arquitetura pensada por engenheiros, mesmo quando partes periféricas do projeto usam ferramentas visuais.

Governança quando áreas de negócio criam suas próprias soluções

Uma das mudanças mais relevantes trazidas pelo low-code é permitir que profissionais fora da TI construam suas próprias soluções, os chamados citizen developers. Essa autonomia resolve gargalos reais, mas também cria um risco silencioso: aplicações nascendo sem padrão de segurança, sem documentação e sem revisão técnica.

O diretor de tecnologia, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, observa que a resposta não é proibir a prática, e sim estabelecer regras claras sobre o que pode ser construído fora da TI e o que exige acompanhamento técnico. Sem essa governança, a agilidade ganha no curto prazo e perde no médio prazo, quando a empresa acumula sistemas paralelos difíceis de auditar e manter. Um cadastro de clientes criado sem revisão, por exemplo, pode armazenar dados sensíveis fora dos padrões de segurança adotados pelo restante da companhia.

Como decidir entre baixo código e desenvolvimento tradicional

A escolha entre as duas abordagens não é ideológica, é prática. Depende do volume de usuários, da complexidade das regras envolvidas e do quanto o sistema precisará evoluir nos próximos anos. Projetos simples e internos tendem a se beneficiar da velocidade do low-code; sistemas centrais do negócio pedem mais controle.

Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira comenta que as empresas mais maduras nesse tema tratam o baixo código como parte de uma estratégia híbrida, não como substituto do desenvolvimento tradicional. Nesse modelo, cada abordagem assume o papel em que rende mais, e a decisão deixa de ser sobre qual tecnologia é superior para se tornar sobre qual solução resolve melhor cada problema específico da empresa.

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