Close Menu
  • Home
  • Noticias
  • Politica
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
News

Terra preta arqueológica: O solo que inspira a ciência

7 de outubro de 2026

A restauração revelou as cores que Michelangelo levou ao teto da Capela Sistina, e Antonella Giancoli explica por que a Benarrivati conta essa história antes da visita

6 de outubro de 2026

UCLA Health liderará programa de US$ 25 milhões para avaliar inteligência artificial contra Alzheimer

5 de outubro de 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Instagram
Folha Amazonas Notícias
  • Home
  • Noticias
  • Politica
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Folha Amazonas Notícias
Home»Noticias»Terra preta arqueológica: O solo que inspira a ciência
Noticias

Terra preta arqueológica: O solo que inspira a ciência

Rei KazunariPor Rei Kazunari7 de outubro de 2026Nenhum comentário4 Mins de leitura
Alfredo Moreira Filho
Alfredo Moreira Filho
Compartilhar
Facebook Twitter Reddit Telegram Pinterest Email

A floresta mais exuberante do planeta cresce, em boa parte, sobre solos pobres em nutrientes. Na visão de Alfredo Moreira Filho, fundador e management do Grupo Valore+, essa contradição explica por que produzir na Amazônia sempre exigiu mais conhecimento técnico do que em outras regiões, e também por que um tipo específico de solo desperta tanto interesse entre pesquisadores.

Trata-se da terra preta de índio, solo escuro e extremamente fértil, formado pela ação de povos que viveram na região há séculos. Hoje, ela serve de modelo para pesquisas que buscam melhorar a fertilidade de solos degradados e reter carbono na terra. Saiba, nas próximas linhas, o que torna esse solo especial e como a ciência tenta reproduzi-lo.

Floresta exuberante sobre solo pobre

Grande parte dos solos de terra firme da Amazônia é ácida, com baixa quantidade de nutrientes disponíveis para as plantas. A floresta se mantém graças a um ciclo rápido e eficiente: folhas, galhos e animais mortos se decompõem na superfície, e os nutrientes liberados são absorvidos quase imediatamente pelas raízes. A fertilidade está, portanto, muito mais na própria vegetação do que no solo.

Quando a mata é derrubada, esse ciclo se rompe. As chuvas intensas lavam o pouco que resta de nutrientes, e a produtividade cai em poucos anos, o que historicamente levou à abertura de novas áreas. Alfredo Moreira Filho observa que esse é um dos maiores desafios de quem trabalha com agricultura na região: produzir sem depender de desmatamento contínuo.

O que é a terra preta de índio?

Em meio a esses solos pobres, existem manchas de terra muito diferentes. A terra preta de índio, conhecida pela sigla TPI, apresenta uma camada superficial espessa, de cor preta ou marrom-escura, resultado do acúmulo e da queima de resíduos por populações que habitaram esses locais há mais de mil anos. Restos de alimentos, ossos de peixes e de outros animais, cerâmica e carvão foram se incorporando ao solo ao longo de gerações.

Alfredo Moreira Filho
Alfredo Moreira Filho

Pesquisadores estimam que essas áreas ocupem cerca de 3,2% da Amazônia, o equivalente a aproximadamente 154 mil quilômetros quadrados. Por sua origem, toda terra preta é também um sítio arqueológico, embora nem todo sítio arqueológico tenha esse tipo de solo. De acordo com Alfredo Moreira, a descoberta muda a forma de enxergar a relação entre os povos antigos e a floresta, já que mostra uma ocupação capaz de enriquecer a terra em vez de esgotá-la.

Do sítio arqueológico ao laboratório: o biocarvão

O segredo da fertilidade duradoura da terra preta está, em grande parte, no carbono vindo de material vegetal queimado de forma parcial. Esse carbono é muito estável e se decompõe lentamente, permanecendo no solo por longos períodos. A partir dessa observação surgiu o biocarvão, material rico em carbono obtido pela carbonização controlada de biomassa, como serragem, cascas e outros resíduos agrícolas.

Aplicado ao solo, o biocarvão ajuda a enriquecer o teor de carbono, melhora a estrutura da terra e aumenta a retenção de água. A Embrapa coordena uma rede nacional de pesquisas sobre o tema que reúne 18 de seus centros, e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o Inpa, testa em sua estação experimental a reprodução da terra preta enriquecida com biocarvão. Esse esforço de imitar um solo criado por populações antigas é, na avaliação de Alfredo Moreira Filho, um dos exemplos mais interessantes de como a agronomia pode aprender com o passado.

O que ainda falta para chegar ao campo?

Apesar do potencial, o biocarvão ainda enfrenta obstáculos para ser adotado em larga escala. Produzi-lo com qualidade e custo viável continua sendo um desafio para os cientistas, já que as características do material variam conforme a matéria-prima, a temperatura e o tempo de queima. Também há necessidade de mais estudos sobre como levar a tecnologia à rotina dos produtores.

Há, por outro lado, ganhos que vão além da fertilidade. Ao reter carbono no solo de forma estável, o biocarvão pode contribuir para reduzir emissões e dar destino a resíduos que hoje se transformam em problema ambiental. Alfredo Moreira pontua que, se os desafios de produção forem superados, a herança dos antigos habitantes da Amazônia poderá ajudar a recuperar solos degradados em várias regiões do país.

Post Views: 6
Alfredo Moreira Filho Empresário Alfredo Moreira Filho Fundador e Management do Grupo Valore+ O que aconteceu com Alfredo Moreira Filho Quem é Alfredo Moreira Filho Tudo sobre Alfredo Moreira Filho
Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegram Reddit Email
Artigo anteriorA restauração revelou as cores que Michelangelo levou ao teto da Capela Sistina, e Antonella Giancoli explica por que a Benarrivati conta essa história antes da visita
Rei Kazunari
  • Website

Postagens relacionadas

A restauração revelou as cores que Michelangelo levou ao teto da Capela Sistina, e Antonella Giancoli explica por que a Benarrivati conta essa história antes da visita

6 de outubro de 2026

STJ apresenta novas regras do filtro da relevância para recursos especiais

2 de outubro de 2026

Como a liderança muda quando o escritório cresce?

2 de outubro de 2026

Plástico corrugado consolida 15 anos em comunicação visual

29 de setembro de 2026

Como escolher o primeiro cavalo? Saiba evitar erros de finalidade, temperamento e documentação

23 de setembro de 2026

Ciclismo de estrada: O que comer antes de um pedal longo? Confira neste artigo

17 de setembro de 2026
Adicione um comentário

Comments are closed.

SOBRE O BLOG

Um blog dedicado à cobertura de notícias e temas relevantes da região amazônica. Com uma abordagem focada em política, tecnologia e notícias do Brasil.

Entre em contato:

[email protected]

Populares

Como Acessar as Principais Notícias no Terra

22 de outubro de 2024

Você conhece as redes multiuso futurista? Veja mais sobre o assunto!

2 de fevereiro de 2023

Atletas em ação: como a prevenção transforma o jogo e evita lesões?

17 de outubro de 2024
Escolha do editor

Internet via satélite no Amazonas: como a tecnologia pode acelerar a divulgação dos resultados das eleições em 2026

9 de setembro de 2026

A transformação do agronegócio: confira os benefícios ambientais e econômicos das inovações tecnológicas

16 de dezembro de 2024

Avaliação e triagem de pacientes em situações de urgência e emergência

27 de julho de 2023
Instagram RSS
  • Home
  • Noticias
  • Contato
  • Sobre Nós
© 2026 Folha Amazonas - [email protected] - tel.(11)91754-6532

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.