Close Menu
  • Home
  • Noticias
  • Politica
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
News

Responsabilidade compartilhada e a distribuição de obrigações na cadeia dos resíduos

10 de julho de 2026

Mais famílias querem entender a rede de amparo ao idoso no Brasil: onde o Sindicato Nacional dos Aposentados entra nisso?

6 de julho de 2026

Você sabe o que diferencia empresas familiares centenárias das que desaparecem? Saiba agora com Rodrigo Gonçalves Pimentel

1 de julho de 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Instagram
Folha Amazonas Notícias
  • Home
  • Noticias
  • Politica
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Folha Amazonas Notícias
Home»Noticias»Responsabilidade compartilhada e a distribuição de obrigações na cadeia dos resíduos
Noticias

Responsabilidade compartilhada e a distribuição de obrigações na cadeia dos resíduos

Diego VelázquezPor Diego Velázquez10 de julho de 2026Nenhum comentário4 Mins de leitura
Marcello José Abbud
Marcello José Abbud
Compartilhar
Facebook Twitter Reddit Telegram Pinterest Email

Diante das mudanças que a Política Nacional de Resíduos Sólidos introduziu no ordenamento brasileiro, Marcello José Abbud, diretor da Ecodust Ambiental, considera o princípio da responsabilidade compartilhada um dos conceitos mais transformadores e, ao mesmo tempo, menos compreendidos da legislação ambiental do país. A norma rompeu com a lógica de que o destino do lixo seria problema exclusivo do poder público e distribuiu obrigações entre todos os elos da cadeia: fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos.

Cada agente passou a responder por uma parcela do ciclo de vida dos produtos, da concepção ao pós-consumo. Entender quem deve o quê nessa engrenagem é fundamental para que o sistema funcione de fato.

O que cabe a cada elo da cadeia, segundo a legislação?

Aos fabricantes e importadores cabe estruturar sistemas de logística reversa para recolher produtos e embalagens após o uso, além de investir em design que facilite a reciclagem. Distribuidores e comerciantes devem atuar como pontos de recebimento e repasse dos materiais retornados. Aos consumidores compete a devolução correta dos itens sujeitos à logística reversa e a separação dos resíduos domésticos. Ao poder público resta a gestão dos resíduos urbanos convencionais e a fiscalização do cumprimento das obrigações privadas.

Conforme apresenta Marcello José Abbud, a clareza dessa divisão no texto legal contrasta com a confusão prática que ainda predomina: muitos agentes desconhecem suas obrigações ou as cumprem apenas formalmente, sem resultado material na recuperação dos resíduos.

Acordos setoriais funcionam como deveriam funcionar?

Os acordos setoriais são os instrumentos que operacionalizam a logística reversa por categoria de produto. Embalagens em geral, eletroeletrônicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes e medicamentos já contam com sistemas estruturados, com metas progressivas de recolhimento e reciclagem. Os resultados, porém, variam enormemente entre os setores e entre as regiões do país.

Marcello José Abbud
Marcello José Abbud

A cobertura geográfica concentrada nos grandes centros deixa vastas áreas do território sem pontos de coleta efetivos, e as metas pactuadas nem sempre refletem o potencial real de recuperação dos materiais. Na visão de Marcello José Abbud, o aperfeiçoamento dos acordos passa por metas mais ambiciosas, fiscalização consequente e mecanismos de financiamento que alcancem os municípios menores, onde o sistema praticamente não opera.

O consumidor como elo decisivo e frequentemente esquecido

Nenhum sistema de responsabilidade compartilhada funciona sem a participação ativa do consumidor, que decide o destino imediato de cada resíduo gerado em casa. A separação na fonte determina a qualidade do material que chega às centrais de triagem e, consequentemente, a viabilidade econômica de toda a cadeia de reciclagem. Material misturado e contaminado perde valor e, muitas vezes, acaba descartado mesmo após coletado seletivamente.

Mais do que isso, o comportamento do consumidor responde a incentivos e à informação disponível. Campanhas permanentes de educação ambiental, sinalização clara dos pontos de entrega e até mecanismos de recompensa pela devolução de materiais demonstram resultados concretos onde foram implantados. Sob o entendimento de Marcello José Abbud, investir no engajamento da população é tão estratégico quanto investir em infraestrutura de tratamento.

Da letra da lei à prática: o que falta para o sistema amadurecer?

O amadurecimento da responsabilidade compartilhada no Brasil depende de três movimentos simultâneos: fiscalização que torne o descumprimento mais caro do que o cumprimento, integração entre os sistemas privados de logística reversa e os serviços públicos de coleta, e transparência de dados que permita à sociedade acompanhar as metas pactuadas.

À luz do que frisa Marcello José Abbud, o princípio já provou seu valor nos setores em que foi levado a sério, e a expansão dessa lógica para todo o universo de produtos consumidos no país representa um dos caminhos mais promissores para reduzir a pressão sobre aterros e lixões nas próximas décadas.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

Post Views: 6
Empresário e especialista em soluções ambientais Empresário Marcello José Abbud Marcello Abbud Marcello José Abbud Marcello José Abbud Diretor da Ecodust Ambiental O que aconteceu com Marcello José Abbud Quem é Marcello José Abbud Tudo sobre Marcello José Abbud
Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegram Reddit Email
Artigo anteriorMais famílias querem entender a rede de amparo ao idoso no Brasil: onde o Sindicato Nacional dos Aposentados entra nisso?
Diego Velázquez
  • Website

Postagens relacionadas

Mais famílias querem entender a rede de amparo ao idoso no Brasil: onde o Sindicato Nacional dos Aposentados entra nisso?

6 de julho de 2026

Você sabe o que diferencia empresas familiares centenárias das que desaparecem? Saiba agora com Rodrigo Gonçalves Pimentel

1 de julho de 2026

Zona Franca de Manaus em 2026: R$ 1,17 bilhão aprovado e novo superintendente com agenda de modernização

26 de junho de 2026

O rastreamento mamográfico precisa evoluir para acompanhar as mudanças da população?

25 de junho de 2026

Como a valorização de Alphaville e região impacta o seu planejamento de mudança?

24 de junho de 2026

Mudança na Grande São Paulo: como organizar a troca de endereço na região oeste com segurança e eficiência?

24 de junho de 2026
Adicione um comentário

Comments are closed.

SOBRE O BLOG

Um blog dedicado à cobertura de notícias e temas relevantes da região amazônica. Com uma abordagem focada em política, tecnologia e notícias do Brasil.

Entre em contato:

[email protected]

Populares

“Bichos Vermelhos”: uma revolução literária para a preservação da fauna brasileira

31 de janeiro de 2025

Conectando-se com a natureza: descubra os métodos contraceptivos naturais

2 de outubro de 2024

Eleição indireta para governador no Amazonas: o papel da Assembleia Legislativa e os impactos institucionais do processo

6 de maio de 2026
Escolha do editor

Investimentos em educação no Baixo Amazonas: creches e tecnologia ampliam infraestrutura em escolas estaduais

14 de janeiro de 2026

Mercado imobiliário na região oeste de São Paulo: onde investir agora?

24 de junho de 2026

Lula Anuncia Medidas Contra a Seca no Amazonas

10 de setembro de 2024
Instagram RSS
  • Home
  • Noticias
  • Contato
  • Quem Faz
  • Sobre Nós
© 2026 Folha Amazonas - [email protected] - tel.(11)91754-6532

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.